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BLOG DE MARCELO BARROS

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Por quê o consumo AC dos amplificadores costuma ser menor que a sua potência de saída?

O começo da resposta consiste em entender que os métodos de medição da potência de saída de áudio são diferentes das normas vigentes para a medir o consumo AC dos diversos equipamentos. Essa discrepância costuma implicar em números para o consumo AC menores do que os números obtidos para a potência de saída de áudio.

Outro fator que contribui para essa discrepância está na prática de se declarar o consumo dos diversos equipamentos em W (Watts), algo não recomendável. O consumo em VA é uma especificação muito mais completa e real, pois nela estão incluídos os reativos, que são as “perdas” devidas ao Fator de Potência do produto ser (e às vezes drasticamente) menor que 1. Deste modo, ao se declarar o consumo em W (ao invés de VA), o valor poderá ser artificialmente menor! Isto ocorre especialmente nos produtos equipados com fontes convencionais ou com fontes chaveadas sem PFC.

O consumo dos amplificadores, bem como a bitola dos cabos de alimentação, são determinados de acordo com as normas ABNT/NBR. Quando testados nas condições estabelecidas por estas normas, o consumo dos amplificadores Next Pro da Série Pro-R resulta em valores baixíssimos, se qualificando inclusive para utilizar os plugs do padrão NBR 14.136/20A em todos os modelos! Algo impossível na realidade dos amplificadores analógicos com fontes convencionais.

Esses baixíssimos valores de consumo são possíveis graças a combinação imbatível dos estágios de saída de áudio classe-D de alto rendimento com as exclusivas tecnologias de fonte de alimentação chaveadas multi-ressonantes com correção do fator de potência (PFC) da Next Pro.

Os estágios de saída de áudio classe-D oferecem eficiência muito maior que os projetos analógicos dissipativos (AB, H e G) devido à sua inerente operação chaveada. E a tecnologia classe-D da Next Pro leva essa eficiência a um novo patamar, fornecendo potência para a carga de forma mais eficiente do que nunca foi possível antes.

Já as exclusivas tecnologias de fonte de alimentação da Next Pro combinam correção ativa do fator de potência (PFC) com o chaveamento suave multi-ressonante (ZVS), acumulando uma reserva maciça de energia.

Com muita energia disponível para reproduzir material de programa de forte demanda temporária, mas baixo valor médio (o caso da música), os amplificadores Next Pro são capazes de extrair energia da rede elétrica AC de modo suave e controlado, mesmo com a carga de trabalho mais exigente, sem permitir picos e quantidades excessivas de corrente no cabo AC. Terminando por exibir um valor médio de consumo muito inferior aos colossais “pacotes” de potência entregues aos alto-falantes.

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Marcelo Barros é físico com mestrado em conversão de potência. Recebeu seus B.Sci e M.Sci pela Universidade Federal de São Carlos, importante centro de pesquisas no interior de São Paulo, onde foi aluno de proeminentes cientistas, como o Prof. G.E. Marques, que deu importantes contribuições no desenvolvimento dos transistores MOSFET, além de ter sido orientado pelo Prof. Araújo-Moreira, que desenvolveu, entre outras coisas, o grafite magnético. Barros pode ser considerado um veterano, pois atua na indústria do áudio desde 1992. Desenvolveu projetos em quase todas as áreas do áudio, assinando o projeto de alguns produtos hoje considerados marcos desta indústria, como o primeiro pré-amplificador de microfone valvular nacional tido ao mesmo nível dos clássicos. A partir de 2005 especializou-se em amplificadores e fontes chaveadas, publicando vários artigos, além de liderar o projeto do primeiro amplificador digital profissional produzido em série no Brasil. Foi o coordenador do Grupo de Trabalho de Amplificadores da Comissão de Estudo CB003/CE003-100-001 da ABNT, que elaborou a Norma Brasileira de Amplificadores e é atualmente o CEO de tecnologia da Next Pro. : Canal do YouTube